A importância da espiritualidade para a prática desportiva

Fala Professor!

Em tempos de crise e incredulidade, a exemplo dos dias atuais, multiplica-se a violência e, consequentemente, a falta de respeito para com o outro. Por vezes somos testemunhas disso e, em alguns casos, vítimas diretamente afetadas.

O mundo esportivo não fica de fora desse contexto, pois sabemos que, infelizmente, os reflexos da vida em sociedade e as consequências da intolerância campeiam nos palcos das competições. Basta que se dê uma olhada para trás e será possível perceber esse fenômeno, dentro e fora das quatro linhas.

A cultura do “malandro”, por exemplo, no futebol brasileiro, teima em romper as barreiras do tempo, permanecendo como pré-requisito para que o atleta sobreviva às armadilhas impostas pelo mundo da bola. Mesmo com o advento das escolinhas de futebol e projetos sociais – coisa rara no tempo em que vivi essa experiência -, as máximas permanecem vivas: “Se a minha mãe tiver que chorar, que chore a dele…” ou “Faz a tua, que eu faço a minha”, jargões que ainda hoje são ouvidos à beira dos gramados e quadras em nossas terras. Há que se enaltecer os trabalhos desses projetos, que cumprem, de certo modo, o seu papel social. Porém, alguns valores ficam relegados a segundo plano, quando o assunto é competitividade ou desporto de rendimento.

Uma avaliação mais atenta poderá fortalecer este nosso pensamento. Vamos voltar num passado recente e revisar alguns acontecimentos explorados pela mídia: o caso do jogador Caio, do São Paulo Futebol Clube, em um dos jogos contra o Corinthians, que confessou ter derrubado o próprio goleiro num lance de área em que a arbitragem equivocou-se. Como resultado, prejudicou a própria equipe e isso causou ESTRANHAMENTO: Estava aberta a polêmica. Inicialmente, ele não foi “malandro”, foi honesto, sincero, coisas ultrapassadas no imaginário popular. E o que dizer do atacante Jô, personagem diretamente ligado ao caso anterior? E não é que o rapaz me faz um gol de mão e disse não saber se usou ou não o braço?! E o pior, é que eu mesmo ouvi da boca de alguns colegas próximos, que o indivíduo agiu corretamente, afinal, quem tinha que chorar era a mãe dos adversários e não a dele. A sociedade mesmo valida esses comportamentos e sonha com dias melhores. Só falta dizermos que os agentes públicos também estão certos em desviar recursos, até porque, a mãe de alguém tem que chorar, nesse caso, a nossa.

Chegamos, portanto, ao X da questão. O que aconteceu com a raça humana? Onde foram parar os defensores imparciais desses valores que, queiramos ou não, estão no nosso subconsciente, como fantasmas, indicando a direção certa?

A resposta do mundo cristão é simples. Apesar do ritualismo envolvendo o NATAL e as celebrações da PÁSCOA, nem de longe estamos preocupados em seguir os passos do MESTRE JESUS até o Calvário ou de recebê-lo às portas do sepulcro na manhã da ressurreição, como fez Maria Madalena. Preferimos ficar dormindo, como os discípulos, aceitando a desgraça como rumo definitivo de nossa existência. Talvez seja realmente mais fácil seguir as pegadas de um coelho, atrás de seus ovinhos, como fez o Jô, do que subir ao gólgota, a exemplo do Caio, ainda que caiam os céus sobre a sua cabeça.

Foto: Michael Dalder / REUTERS

Ah! Já ía me esquecendo… A imagem acima, da grande conquista de Neymar, é marcada pela faixa usada em sua cabeça, enaltecendo sua fé em CRISTO. Pois é! Isso foi proibido, pois a FIFA alegou proselitismo religioso e, no lugar da faixa, numa outra conquista, puseram em sua testa a propaganda da NIKE. Poderes financeiros, isso pode! Mente, caráter e personalidade pregados na Cruz, não mais!!

Assim, caros internautas, mesmo diante desse triste quadro social, ACREDITEM!!! Sempre valerá a pena viver sem os fantasmas nos atormentando, para depois dormir o sono do justo. Competir usando as armas de Davi, na luta contra Golias, como narra o texto bíblico, pode parecer impossível, mas a VITÓRIA será muito maior! Afinal, para os que acreditam, Ele ressuscitou, transformando a aparente derrota, numa apoteótica conquista. O direito à VIDA ETERNA!!

FELIZ PÁSCOA!

Prof. Jakson Luiz Collaço

CREF/SC nº 014460

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